quinta-feira, 21 de maio de 2009

Tudo enquadrado

Meu pai depois de renegar durante a vida toda uma miopia crescente, resolveu usar óculos. Ele tinha essa vaidade, quase infantil do inetior, de que óculos é coisa de velho, que ue deixa a gente mais feio e por aí vai.Nunca entendeu por que gosto tanto dos meus. Eu gosto dos meus por que já fazem parte da minha personalidade, e quando uso lentes, fico exposta e louca, com tiques empurrando um óculos imaginário. Observando ele dirigindo no carro pensativo, notei que tenho raiva de não ter puxado seus olhos azuis e notei que as pessoas realmente mudam.

Acredito assim, que todo mundo sempre vai ser do mesmo jeito, até que uma coisa realmente profunda, arranhe mesmo a superfície da alma. Para mim as almas são cobertas de adamantium LOL. Mas o que acontece a nossa volta tem um poder bem maior do que gente imagina. A alma do pai foi arranhada profundamente. Hoje ele não tira o óculos de jeito nenhum e todos os dias acorda 5 horas da manhã para caminhar depois de perder quase todos os irmão por doenças do coração. Ele até acha meus óculos bonitos.

"Let's say there was a little girl, and from the time she could understand, she was taught to fear... let's say she was taught to fear daylight. She was taught that it was her enemy, that it would hurt her. And then one sunny day, you ask her to go outside and play and she won't. You can't be angry at her can you?"





Só espero que os óculos não escondam a luz.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

De manhãzinha, na biblioteca da UESPI, esperando como quem anseia por pedras nos rins a aula de Legislação da educação brasileira, encontro anotado no meu bloquinho que notas do Elvis:

"ATUALIZAR O BLOG PELAMORDE"

Esses dias secos de tinta e alagados de chuva estão me acabando.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Thomzinho mulato sensual -q

Thom: What the hell i´m doing here, i don´t belong heeeeeere! * sorriso tenso*

Eu não fui para o show, mas mesmo assim ainda posso me arrepiar com o No Surprises né? Mesmo sendo uma fã das antigas, antes de existir indies-from-hell, foi até melhor, choramingar ouvindo Radiohead só aguento eu mesma. Mas que deve ter sido lindo, deve, ah se deve.

sexta-feira, 20 de março de 2009

6 is the loniest number too

6 coisas sobre você e 6 links:

1- Eu odeio o olhar que as pessoas atrás de você dão na fila do caixa eletrônico, tipo, tenho muito medo mesmo.

2- O momento antes da gargalhada é o melhor mesmo.

3- Fiquei passada quando vi que os moradores do circo tinham TV a cabo, e tive uma sensação enorme de que as coisas realmente estão de cabeixa para baixo no universo, que nem na cena que a Alice desse flutuando pelo buraco do coelho.

4- Eu ando sem paixões platônicas. O que é bem estranho.

5- Uma das resuluções desse ano mais concebíveis é parar de roer as unhas. Mesmo com os episódios novos de Lost D:

6- Andava reclamando que nunca mais chorei, então ontem Trespassers William veio e inundou tudo. Será que para de chuver?



"how do you feel when you wake
spells that are weaker the longer they take
but i wait
waiting for you's nice
like there is no doubt in my mind"


OI OI vou ali morrer, beijos.

fikdik para Lurebordosa, Ju, Paula ,Rafa, Pedro , Sindromedemiafarrow

segunda-feira, 16 de março de 2009

A dura verdade escrita no verso do papel de seda

"Do you know what hurts most about a broken heart? Not being able to remember how you felt before...
try and keep that feeling, because... if it goes... you'll never get it back."




segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

"À Tout le Monde,

É quando está perto do Oscar é que sinto que a minha vida-social-cinematográfica deve começar. Depois de passar quase dois meses peregrinando de um filminho aqui e acolá, assisti um dia desses o premiadíssimo "Revolucionary Road". Mas bem, não é exatamente sobre o filme que eu quero falar, e sim sobre algumas idéias que brotaram na minha cabeça graças a ele.

Um casal suburbano nos anos 50, preso na rotina e todas as implicações da sociedade da época, o irrefutável "americam way of life" decide morar em Paris. Assim, sem mais nem menos. É imperceptível aos olhos dos vizinhos, que o marido trai a esposa no emprego medíocre que ele odeia, ou que a esposa teve todos os sonhos postos de lado em razão da maternidade, ou por simples covardia.

É nessas horas que vejo que as pessoas, no sentido de natureza humana, não mudam muito. Podia citar tantas histórias semelhantes a essa hoje um dia. O quão difícil é tomar uma decisão, mesmo que todas as fibras de seu corpo digam que ela é certa. Acho que independente de tempo, todo mundo tem sua Paris.

Quando eu era pequena, parecia que todas as minhas decisões eram realmente cruciais e efetivas, todas as suas resoluções iam se materializar naquele momento. O sabor do sorvete que eu queria se era melhor andar na roda-gigante antes da montanha russa. Já adulta, o processo se inverte totalmente, você tem todos esses possíveis futuros traçados, e tudo que tem a fazer é seguir os passos de A a B . É como se existisse um sabor de sorvete único, que você formulou na sua mente por um bom tempo sem saber, e ele estivesse derretendo a cada minuto.

Eu sempre fui muito decidida, no que concernem as minhas paixões, até por que paixão é o combustível certo de uma decisão. Como pessimista incurável, acabo acreditando que já como tudo vai dá em merda, para que pensar tanto?No entanto, minha esperança reside numa crença meio ingênua; trocar um emprego que te faz feliz, por um que dá mais dinheiro pode ser sensato, mas minha superstição diz o contrário. Karma é uma droga, e ele vai te perseguir, para sempre. Acho que não se pode ser leviano com qualquer tipo de fonte de felicidade, porra, uma risada sincera e aquela sensação de "eu não queria estar em nenhum outro lugar" é tão difícil e tem gente que desperdiça tão fácil. Show me the Money, but show me some truth, mesmo que isso pareça o mais hippie possível.

Pois é, decisões são coisas escrotas, e decisões de amor, bem, é melhor nem começar. Enquanto as torturas, entre decidir o que é certo ou errado, fritam nossa cabeça eternamente, por um dia que fosse, seria bom não usar preto por que é a decisão mais segura e dar uma voltinha em Paris, cheia de luzes que nunca cessam, esperando...










à tous mes amis, je vous aime, je dois partir"

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Constatações Inúteis 0.9

1) Eu não vou fazer uma retrospectiva de 2008, até por que já estamos quase no fim de Janeiro. Certo, isso não é um motivo. É por que eu não quero fazer mesmo, beijos.


LOL

2) Uma coisa que aprendi esses últimos dias é quando se trata de amor só existem extremos, e que as pessoas que tentam traçar um contraponto ou serem no mínino razoáveis se fodem lindamente. Nunca ouvi ninguém dizendo que vai viver de amor. Agora morrer, nem conto mais.

"Liar! Liar, Liar, Liar! You've all got your heads up your assholes because love is. It just is and nothing you can say can make it go away because it is the point of why we are here, it is the highest point and once you are up there, looking down on everyone else, you're there forever. Because if you move, right, you fall. You fall."


3) Qual é a de "Crepúsculo"? Eu nem consegui terminar de ler o primeiro livro, e o filme é tão "duh". Adolescentes apaixonadas já são chatas por existir, e para completar a menina passa metade do livro venerando um vampiro diliça, a história podia até ser mais interessante mais a escritora cagou tudo, tem coisas que tipo, mesmo você querendo sair dos clichês de histórias de vampiros simplesmente não funcionam, vampiros com pele de diamante? FAIL. Eu sou do tempo de Anne Rice, onde os vampiros eram piriguetes e sem alma. Serião teens, prefiro a Buffy e o Angel, ficadica.


Sente a mordedura =B

4) Falando em dicas, conheçam esses pássaros divinos aqui:

Bowerbirds



Andrew Bird




PS:Dicas do meu miguxo tr00 Wilson, que assim como eu curte as coisas das tabernas como Jazz violin, e da terra mother-fucker-folk-power ;D

5) Aos 13 anos meu conceito de diversão era ir ao shopping assistir filme OI AINDA É e ficar altas horas dando risadas na Mashmellow E tinha também a parte de ficar ouvindo Nirvana, Alanis, Radiohead escrevendo contos deveras estranhos. Por isso nem sei qual vai ser minha reação quando eu ouvir, ao vivo, "You Oughta Know" com aquela vibe raivosa da Alanis novinha. Sim, por que ser trocada pela Scarlett Johason faz qualquer uma surtar( se bem que a Scarlett OWNED todas as mulheres x__x), eu até acho que vai rolar a parte 2 da música no próximo CD. Mas Alanis, amica, dica diboua! Te curto gatan me chama para beber ein!



ESTOL GATZZ,. DE NOVO FI DAPUTA CU!11!!1


6) Novas temporadas dos seriados me abracem forte.



Uma foto do Chuck. Preciso de motivos para colocar uma foto do Chuck?

7) Vocês já viram o provável ganhador do Oscar "Slumdog Millionaire". Pois arranjem logo espaço nesse HD aí super lotado de vocês, vejam e se encantem.

8)Fazer 22 anos é uma merda gigantesca. Maaas, como sempre andei com gente mais velha que eu é legal ver a situação invertendo. Convencer alguém mais novo, que é provalmente bem mais vivido que você, que seus conselhos são sábios é uma arte! LOL







domingo, 18 de janeiro de 2009

Nightwishs


"I wish I were a Warhol silk screen hanging on the wall.

Or little Joe or maybe Lou.

I'd love to be them all.

All New York's broken hearts and secrets would be mine

I'd put you on a movie reel, and that would be just fine."

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Back to the future

Eu sei, faz um tempão que esse blog anda jogado as traças. Certo, provavelmente o fato de eu não escrever não mudou a vida de ninguém, mas garanto aos meus fãs * tosse fervorosamente* que mudou pelo menos a minha. Esse blog por um bom tempo foi minha forma predileta de escapismo, de dizer o que eu sentia /EMO quando ninguém parecia entender. Por isso fiquei deveras feliz de não precisar mais dele, OI não quero depender da internet para ter uma segunda vida, e preciso trabalhar essa minha dificuldade de expressar meus feelings saca? NÃO. Pois é, o dizem que inspiração das boas mesmo só vem quando se está na merda. O que eu descobri esses últimos meses é que isso é uma semi-verdade.

Minha vida continua basicamente a mesma. Sempre estou na merda, a diferença é que ultimamente elevei o cosmos do meu coração, atingi o chácara de faltava e virei Jesus galerë. Chega uma hora de sua vida que você cansa ( mas não cansar tipo "cansei, posso tomar um copo d'água ? " foi mais do tipo " CANSEI CU, porra, alguém vê sentido nisso?") de tentar se adaptar as neuroses da vida adulta, de capturar o tempo e ele fugir das mãos que nem aquelas melecas verdes que vem em potinhos, e do eterno drama do dia seguinte. Eu não sei identificar que tipo de sentimento (?) novo que vem me acalmando, alguns chamam de prozac, mas como a única coisa que eu ando tomando ultimamente é cerveja e suco de laranja, prefiro deixar ele assim, só dentro de mim mesmo. Nomes são para os fracos.

Provavelmente muitos de vocês ainda lutam com essa dor e ansiedade do que ainda estar por vir. Eu também luto, mas o lance é saber que a batalha é perdida e não pirar com isso. Eu sei, vocês devem estar pensando "Como não pirar sabendo que vai perder sempre, diz aí Sra. Buda na montanha?

Garanto minha palavra de quem já pirou, foi ao fundo do poço, fez a Samara e continuou cavando. Para mim guerras, batalhas nunca fizeram muito sentido, então sejamos soldados malucos todos os dias, lutando contra moinhos e nossas armas de veludo, it´s a very very mad world...

sábado, 20 de dezembro de 2008

As 12 horas

Eu li um tempo atrás que uma memória fica aramazenada no cérebro de acordo com o que acontece nas 12 horas seguintes. Pensando sobre as minhas lembranças mais vívidas, acho que é assim mesmo. As horas seguintes da maioria envolviam emoções extremas ou completo marasmo, e as com teor alcóolico também sobreviveram bem (deve ser a fermentação :D). Mas é impressionante o tanto de lembraças esquisitas e desnecessárias que meu cérebro armazena. Vai ver que elas serão importantes, apesar de que isso é meio improvável já que a maioria é olfativa. O cheiro de maracujá do maternal do colégio, a madeira cortada da reforma, cheiro do shampoo dele. Inúteis.

No final é só que a gente tem mesmo. Mesmo com a dor. Mesmo, ainda, sempre.